Artista transdisciplinar, diretora teatral e diretora de arte, Beatriz Barros consolidou uma pesquisa voltada para a composição das materialidades da cena, articulando o teatro épico contemporâneo, a adaptação literária e a fricção entre narrativa e performatividade.
Graduada em Ciências Sociais pela FFLCH-USP e egressa do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI, desenvolveu uma atuação que transita entre o teatro, o audiovisual e a expografia.
No teatro, sua produção é marcada pelo reconhecimento crítico e por premiações expressivas. Foi indicada ao Prêmio Shell na categoria Inovação (2015) com o grupo Pequeno Teatro de Torneado e conquistou o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (2018) na categoria Revelação, como cofundadora da CIA. MAR. Entre suas realizações de maior projeção está a adaptação dramatúrgica e a direção de O Avesso da Pele, obra de Jeferson Tenório que rendeu à montagem indicações aos prêmios APCA e Shell em 2023.
Seu percurso cênico inclui a direção de espetáculos como Amargor (2018), KHAN (2019), Mar Aberto (2024), Bocarra (2024), Fuga (2025), Felizarda (2025) e NÓ (2026). Recentemente, assumiu a direção do monólogo A Balada da Louca, protagonizado por Lilia Cabral no Teatro FAAP, com circulação para o Rio de Janeiro.
Em paralelo ao trabalho de encenação, atua no audiovisual como preparadora de elenco para curtas e longas-metragens, além de desenvolver projetos de cenografia, figurino e expografia como diretora de arte, expandindo a investigação sobre espaço, imagem e visualidade cênica.